Escolares implantados fazem uso efetivo de sistemas FM?

Cochlear

Uma pesquisa realizada com um grupo de pacientes jovens, usuários de implantes cocleares e adaptados com kits de Sistema FM, entre setembro de 2013 e setembro de 2015, em Bauru, apontou uma porcentagem importante de crianças que não usavam a tecnologia, diariamente, em sala de aula.

O objetivo da pesquisa foi verificar o uso dos kits – cuja concessão é regulamentada pela portaria 1.274 de 25/06/2013 do Ministério da Saúde –, e os benefícios propiciados aos usuários. Além de testes de percepção de fala, foram aplicados os instrumentos Questionário de Participação em Sala de Aula, que objetiva avaliar de forma subjetiva os benefícios percebidos pelo aluno, e o Inventário da Audição para a Educação, que deve ser preenchido pelos professores.

Inicialmente, foram selecionados 113 pacientes na faixa etária de 5 a 17 anos. Porém, apenas 70 pacientes retornaram para acompanhamento até a data final para coleta de dados. Desse total, 33 (47,15%) fizeram uso efetivo do sistema FM na sala de aula, 22 (31,43%) usaram parcialmente – isto é, não fizerem uso diário –, e 15 (21,42%) não usaram o dispositivo.

As principais justificativas para o uso parcial ou a não utilização do sistema FM foram: perda do receptor/mau funcionamento dos componentes, vergonha e dificuldade de aceitação. As autoras salientam que boa parte desse grupo relatou beneficiar-se da tecnologia em outras situações como, por exemplo, para ouvir música, salientam as autoras.

Entretanto, as porcentagens acima questionam a efetividade da política pública que possibilita a concessão de kits de sistema FM e cujo objetivo principal é facilitar a aprendizagem escolar para crianças usuárias de aparelhos auditivos e implantes cocleares.

Fonte: Uso do Sistema FM em implante coclear. Joice de Moura Silva, Luzia Maria Pozzobom Ventura Pizarro, Liège Franzini Tanamati. CoDAS vol.29 no.1 São Paulo 2017

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